Antropologia ambiental, ecologia y sustentabilidade
Tipo do Evento: CICLO
Período do Evento: 20/08/2025 a 22/12/2025 (Evento encerrado)
Sobre:

Introdução

A Antropologia Ecológica, enquanto campo de estudo que investiga as interações entre cultura e ambiente, oferece ferramentas fundamentais para compreender os impactos da globalização nos modos de vida e nas relações ecológicas. Ao articular-se com o debate sobre sustentabilidade, essa abordagem nos convida a repensar modelos de desenvolvimento, justiça ambiental e diversidade de saberes.


🧭 Antropologia Ecológica: uma visão integrada

A Antropologia Ecológica considera que:

  • O ambiente não é um pano de fundo passivo, mas um elemento ativo nas práticas sociais;

  • Os grupos humanos constroem relações simbólicas, práticas e espirituais com a natureza;

  • O conhecimento ecológico tradicional (conhecimentos indígenas, camponeses, ribeirinhos etc.) é essencial para entender a sustentabilidade em contextos locais.


🌐 Globalização e seus impactos

A globalização, enquanto processo econômico, cultural e político, gera efeitos profundos nos ecossistemas e nas populações que dependem diretamente da terra e dos recursos naturais. Dentre os impactos observados pela antropologia ecológica, destacam-se:

  • Deslocamento e desterritorialização: Povos indígenas e comunidades tradicionais são frequentemente removidos de seus territórios por grandes projetos (mineração, agronegócio, hidrelétricas).

  • Homogeneização cultural: Saberes ecológicos locais são desvalorizados diante da lógica técnica e mercantil global.

  • Mudanças nos sistemas de subsistência: Práticas sustentáveis são substituídas por modos de produção intensivos e predatórios.

  • Comercialização da natureza: Bens comuns passam a ser vistos como "recursos" ou "commodities".


🌱 Sustentabilidade: além da técnica, uma questão cultural e política

A antropologia ecológica propõe uma visão crítica da sustentabilidade, que vai além dos discursos técnicos e mercadológicos. Em vez de uma “sustentabilidade verde” padronizada, ela propõe:

  • Sustentabilidades plurais: Respeito às múltiplas formas de viver em harmonia com o ambiente, enraizadas em contextos culturais distintos.

  • Justiça socioambiental: Acesso equitativo à terra, à água, à biodiversidade e à participação nas decisões.

  • Diálogo de saberes: Reconhecimento dos conhecimentos locais e indígenas como parte da construção de políticas ambientais.


🧩 Exemplos concretos

  • Povos amazônicos que combinam técnicas de manejo florestal com cosmologias que reconhecem a floresta como um ente vivo.

  • Comunidades andinas que mantêm práticas agrícolas ancestrais (como os chakras) em resistência aos impactos da mineração.

  • Ações de agroecologia e permacultura baseadas em saberes tradicionais, repensando o uso da terra frente ao modelo industrial.


Realização:

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Apoio/Patrocínio:

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